Páscoa

Ele nasceu em lar pobre e andava só com gente "estranha".
Falava coisas que ninguém entendia, nem sequer concordava.
Tomava vinho com marginais e não parava em casa.
Só gente " ruim" gostava dele. Os religiosos não se identificavam com nada que Ele fazia e/ou falava.
As pessoas não sabiam quem Ele realmente era.
Na visão dos religiosos da época Ele estava sendo um herege, pois em vários momentos se autodeclarava Deus.
Ele não foi reconhecido por quem o esperava. Eles estavam presos demais à uma expectativa terrena sobre Deus.
Queriam prendê-lo. Iriam matá-lo.
Ele foi traido por seu amigo.
Tentaram convencê-lo a fugir dos soldados. Ele rejeitou este conselho, dizendo serem palavras malignas.
Ele não foi levado contra a própria vontade. Ele mesmo aceitou que isso acontecesse.
Tentaram defendê-lo, lutando com quem o prendia. Ele repreendeu a ação, e ainda curou o soldado ferido no confronto.
Ninguém o matou. Ele se entregou à morte.
Ele não teve sede de vingança pelo que os feriram. Ele pediu para que Deus perdoasse os seus agressores.
Ninguém o fez viver novamente. Ele próprio se ressuscitou.
Ele tem o poder e o controle da vida e da morte. Ninguém nunca teve nem nunca terá este poder sobre Ele.
O que aconteceu com Ele não foi uma injustiça. O que aconteceu com ele foi o maior ato de justiça que a população terrestre presenciou.
Todos estavam condenados e alguém precisava pagar por esta condenação.
Ele optou por vir e pagar Ele mesmo.
Quem não daria a própria vida pelos seus filhos?
Quem não mandaria o filho primogênito salvar os demais, se assim ele fosse capaz?
Ele tinha esta capacidade e seu Pai sabia disto.
Ele se ofereceu como culpado no lugar de seus irmãos adotivos. Seus irmãos jamais conseguiriam sem Ele.
Ele era o único que poderia resistir a tudo. Ele sabia que isso era difícil e grande demais para qualquer outro.
Alguem precisava pagar o preço. Ele pagou.
Pagou com a própria vida.
Doeu.
Foi difícil, muito difícil.
Ele chorou muito.
Ele amou até o fim.
Ele morreu.
Dias se passaram, e Ele voltou a viver e reencontrou seus amigos.
Ele subiu aos céus.
Hoje muitos relembram este fato, mas poucos entendem.
Alguns acham que foi injusto e acreditam que o que aconteceu com Ele é semelhante ao que acontece com outros seres humanos. A verdade é que até parece, mas não é.
Outros até entendem a justiça que Ele protagonizou. Mas não conseguiram entender a verdadeira mensagem ali passada.
Ele não se apegava à religião, nem mesmo a que Ele próprio praticava (e praticava com com zelo). Ele buscava a sua essência que era amor a Deus sobre todas as coisas e amor ao próximo.
Ele valorizava sua religião e suas práticas. Ele não veio para mudar a Lei, mas para cumpri-la.
Mas os religiosos estavam mais apegados em rituais do que às relações uns com outros, que deveria ser o verdadeiro foco.
Amem-se, Deus sempre disse. Hoje não posso, é sábado, eles respondiam.
Amem-se, Deus dizia. Mas ela é uma promíscua suja, eles diziam.
Amem-se, Deus dizia. Mas eles não são do mesmo povo que nós, eles diziam.
Hoje este engano se repete.
Quem não conhece as escrituras tem uma visão distorcida sobre o fato. E quem conhece, muitas vezes se esquece da verdadeira mensagem que está ali.
Os valores estão invertidos.
O que vale mais? A vida de uma criança ou a novela das oito?
Abraçar quem está em uma vida de pecado ou abraçar o irmão de igreja que já se encontra sadio?
O que vale mais?
Jesus foi símbolo da justiça de Deus.
Só o que Ele nos pede é que amemos ao próximo como se fosse nós mesmos.
Temos feito isto?
Todos os dias morrem milhares de pessoas.
Nas favelas do Brasil então nem se fala.
Temos dado o verdadeiro valor a estas pessoas?
Temos as amado como nós mesmos?
Nosso Deus se sacrificou por nós.
Ele se fez pecador em nosso lugar.
Ele cumpriu a justiça para que pudéssemos viver.
Estamos O honrando?
Um dia Ele voltará.
Prestaremos contas a Ele.
E o que teremos para apresentar?
Esta é minha reflexão de hoje. São os pensamentos e perguntas que tem enchido o meu coração.
Tenho observado que tenho seguido escolhas e prioridades diferentes da maioria religiosos da minha época. E isto me dá um baita frio na barriga.
Muitas e muitas vezes me questiono se estou certa ou errada.
Mas sempre sinto que Deus me manda continuar a marchar.
Não quero que seja fácil nem aprovado pelos religiosos. Quero que seja aprovável a Deus e somente a Ele.
Que Deus abençoe meus passos e minha ações.
Que Deus abençoe as suas.
Feliz Páscoa e que possamos andar juntos, com o mesmo alvo, o mesmo propósito que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Como a nós mesmos.

Sheilla

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