Mulher de 106 anos vive um maravilhoso momento em sua vida!

Uma senhora de 106 anos, se emocionou ao entrar na Casa Branca e poder dançar, conversar e rir com o presidente dos EUA e sua esposa, ambos negros.

Eu sempre fico muito pensativa sobre esta questão da grande emoção que sentimos com estas coisas que deveriam ser comuns nas nossas vidas, mas infelizmente ainda não são.
Não deveria ser grande alarde ter um governante de sua cor de pele, ou ver um filme estrelado por alguém da sua cor de pele, ou entrar em uma loja de brinquedos e vê-la repleta de bonecos (ou fotos de crianças) que tenham sua cor de pele, ligar a TV e ver pessoas da sua cor de pele em programas propagandas ou personagens principais em desenhos e novelas, ou algo ainda mais simples como usar seu cabelo da forma que ele nasceu.
Deveria ser algo corriqueiro, algo comum.
Mas, para nós negros, não é. Cada mínima representatividade é motivo de festa, motivo de alegria.
Usar o cabelo natural é símbolo de liberdade e resistência, ao invés de ser algo banal.
Montar um bloco de carnaval para pessoas da sua cor relembrarem sua própria cultura é também resistência.
Resistimos a todo tempo, celebramos as pequenas conquistas.
E a alegria de um se torna a alegria de todos, o que aumenta a nossa vontade de resistir e continuar lutando.
São estes os sentimentos que me vêm quando assisto a um vídeo como este.
Esta senhora de 106 anos nasceu em um país segregado, onde se andava nas ruas e via-se corpos de crianças e adultos negros dependurados em árvores, enquanto crianças e adultos brancos, em volta deste corpo, celebravam com alegria, com bebidas e tira-gostos, a carnificina ali realizada. Ela viu o surgimento das marchas do Martin Luther King, viu Malcom-X e os panteras negras, viu Ângela Davis... Ela acompanhou tanta coisa da história na luta contra o terrorismo da cultura branca naquele país. Imagino o que deve ter sido para esta simpática senhora viver este momento com este acolhedor casal.
O meu desejo é que possamos, algum dia, termos a mesma alegria que esta senhora. Vermos algum dia um casal negro (e racialmente consciente) ocupando a presidência da república. E não só a presidência, mas todos os espaços de poder. Aí sim, acreditarei que estaremos nos aproximando da igualdade tão desejada na democracia racial.
Sigamos!


Sheilla

Um comentário:

Instagram